segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA - André Lara Resende - Temos que rever o que consideramos progresso - Um dos criadores do real, economista diz que mundo não pode voltar a crescer para sair da crise porque atingiu limite do planeta


ANDRÉ LARA Resende: "Considero as agências de "rating" algo completamente irrelevante", afirma ele

ENTREVISTA

André Lara Resende


Enquanto a evolução da crise mundial polariza o debate em torno de uma solução - entre os que defendem que os governos aumentem seus gastos para estimular o crescimento e os que sustentam que somente a adoção de planos de austeridade será capaz de acalmar os mercados -, o economista André Lara Resende analisa a questão sobre um novo ângulo. Um dos pais do Plano Real, ele diz que existe uma nova restrição: o fato de que atingimos os limites do planeta e, por isso, não podemos mais contar com a expansão da economia como um antídoto contra a crise.
- A capacidade de continuar a crescer nos padrões a que estamos acostumados esbarra nos limites físicos do planeta - afirma André Lara, hoje sócio da Lanx Capital, uma das maiores gestoras de recursos do país.
Recentemente, o economista jogou luz sobre o assunto ao escrever um artigo no jornal "Valor Econômico", em que recomendava o livro de Paul Gilding, "A Grande Ruptura", que também aborda o problema. Segundo André Lara, será preciso rever o que consideramos progresso, mas a sociedade não parece caminhar neste sentido:
- Infelizmente, a recusa de ver e agir em relação aos limites ecológicos vai nos levar a uma transição muito mais desordenada e onerosa do que se nos tivéssemos sidos capazes de nos programar para ela - diz, em entrevista por e-mail ao GLOBO.
O GLOBO: O senhor diz que o remédio keynesiano (economista John Maynard Keynes, que defendia a retomada do crescimento, através de gastos públicos e estímulos ao consumo) para superar a crise e o elevado endividamento público não pode mais ser aplicado hoje e diz que a insistência nesse modelo "pode ser uma ortodoxia anacrônica". Mas como sair da crise, já que só crescendo resolveríamos o problema econômico?
ANDRÉ LARA RESENDE: O crescimento reduz o tamanho relativo das dívidas, tanto privadas como públicas. É a forma menos onerosa e mais eficaz de resolver o problema da indigestão do endividamento excessivo, que ocorre após as grandes crises. Nos anos 30 do século passado, Keynes, com seu talento, sua capacidade de pensar de forma independente e imaginativa, mostrou como é possível usar os gastos públicos para reanimar uma economia estagnada. A situação dos anos 30 era diferente da atual em dois aspectos. Primeiro, porque a depressão levou a uma quebra generalizada, que eliminou o excesso de endividamento. O gasto público funciona como motor de arranque numa economia devastada, mas onde não há mais excesso de endividamento. Não é o caso hoje, porque a ação preventiva dos governos e dos bancos centrais evitou o colapso depressivo, mas em contrapartida, transferiu dívidas do setor privado para o setor público, que já está excessivamente endividado. Segundo - e esta é a restrição nova - porque a capacidade de continuar a crescer nos padrões a que estamos acostumados, por meio do aumento da produção e do consumo de bens materiais, para uma população mundial 40 vezes superior ao que sempre foi até a Revolução Industrial, esbarra nos limites físicos do planeta.
A teoria econômica sempre associou o crescimento ao bem-estar. Há ganho de renda, consumo... É possível ter um sem o outro?
ANDRÉ LARA: Para a teoria econômica, crescimento e bem-estar sempre estiveram associados. Enquanto o nível de consumo é muito baixo, a correlação entre os dois é muito alta. Faz então sentido usar crescimento do produto, uma medida relativamente fácil de ser observada, como indicador de bem-estar. Sabe-se hoje, que a partir do momento em que as necessidades básicas estão superadas, o aumento da renda e da disponibilidade de bens materiais tem muito pouca correlação com o bem estar. Muito mais do que ao aumento do consumo material, o bem-estar passa então a estar associado à coesão social, à qualidade da vida comunitária e a uma menor desigualdade. Pode-se, com certeza, ter aumento de bem estar sem crescimento do consumo material. Para isso, é preciso romper com o equívoco mais agressivamente promovido na modernidade: o de que para ser feliz é preciso consumir, ainda que coisas cada vez mais desnecessárias.
O que dizer aos milhões que vivem na miséria no mundo hoje? Como eles sairão da pobreza se precisaremos parar de crescer?
ANDRÉ LARA: A questão da pobreza, da miséria em que vive ainda grande parte da população mundial, é séria e precisa ser atacada com urgência, mas, se o extraordinário crescimento material dos últimos séculos não resolveu o problema da miséria até hoje, é porque nunca irá resolver. Levantar a bandeira do crescimento material, baseado no consumo de bens cada vez mais supérfluos, em nome do combate à miséria no mundo, é profundamente desonesto.
E para os que estão saindo agora da pobreza e finalmente podendo comprar, caso da classe C no Brasil? Como dizer a eles que não podem consumir porque chegamos ao limite do planeta?
ANDRÉ LARA: A solução não é produzir e consumir mais bens materiais, mas sim reduzir a desigualdade de padrões de consumo. Não é preciso impedir que os mais pobres tenham acesso a um padrão de vida decente, mas sim interromper a espiral de aspirações consumistas estapafúrdias de toda sociedade. Aspirações alimentadas pela propaganda, tanto explícita, como subliminar, mas, sobretudo, enganosa, de que quem mais consome é mais feliz.
Essa ruptura seria o enterro formal do capitalismo como conhecemos hoje?
ANDRÉ LARA: Ao esbarrarmos nos limites físicos do planeta, teremos necessariamente que rever o que consideramos progresso, o que exige rever nossa visão de mundo. O sistema de preços competitivos, como sinalizadores da produção e do consumo, será sempre uma ferramenta fundamental para a organização da economia. Não me parece possível, nem desejável, prescindir do sistema de preços, sobretudo, no momento em que a economia precisa passar por uma reorganização profunda. É preciso, isto sim, ter consciência das suas limitações. No caso dos bens públicos, para os quais o consumo não tem custo individual, mas há custo coletivo, o sistema de preços não cumpre seu papel.
O Japão não cresce há quase 20 anos e tem elevado nível de qualidade de vida. O país pode ser um modelo a ser adotado neste novo padrão que a sociedade precisará ter?
ANDRÉ LARA: A estagnação da economia japonesa, que já dura mais de 15 anos, desde o estouro da bolha imobiliária por lá, pode ser vista como precursora das dificuldades que as demais economias avançadas enfrentam, desde a crise de 2008. A homogeneidade cultural e social do Japão é, sem dúvida, fator importante para que o país tenha resistido relativamente bem à economia estagnada.
Alguns críticos dizem que a tese da ruptura brusca e traumática, e até com racionamento, surge da incapacidade de os economistas explicarem como se sai da crise. O que o senhor acha disso?
ANDRÉ LARA: Compreender as dificuldades e pensar como superá-las é responsabilidade coletiva. Não é atribuição exclusiva de economistas.
Ao mesmo tempo em que o planeta dá sinais de esgotamento, os governos não parecem sensíveis ao tema. Como resolver o problema sem uma política pública clara e direcionada?
ANDRÉ LARA: Apesar de muito barulho, parece não haver ainda uma verdadeira consciência de que os limites físicos do planeta foram ou estão prestes a serem atingidos. Temos grande dificuldade de ver e aceitar o que nos obrigaria a mudar nossa visão de mundo. Infelizmente, a recusa de ver e agir em relação os limites ecológicos, vai nos levar a uma transição muito mais desordenada e onerosa do que se nos tivéssemos sidos capazes de nos programar para ela.
Saída de países do euro é inevitável
O senhor diz que não há sinais de que esta nova abordagem esteja em gestação. Será preciso, então, que os governos imponham a ruptura do modelo para fazermos uma reorganização da economia, com o fim do crescimento baseado na expansão do consumo de bens materiais?
ANDRÉ LARA: Sem consciência de que estamos próximo dos limites vamos atingi-los sem estar preparados. Quando as evidências forem inegáveis, para tentar evitar grandes catástrofes, deverá finalmente haver mobilização e medidas excepcionais serão impostas.
A União Europeia tem solução? A criação de um orçamento fiscal europeu se tornou mais possível agora?
ANDRÉ LARA: Sempre fui um entusiasta da União Europeia, que considero o mais importante experimento de nosso tempo. Trata-se de uma tentativa de governança supranacional, algo que considero fundamental para o futuro pacífico de um mundo necessariamente interligado e interdependente. A moeda única, hoje parece claro, foi uma precipitação. Moeda comum exige orçamento fiscal conjunto. Os estados nacionais não estavam preparados para aceitar esta delegação à União Europeia. Torço para que a crise leve ao aprofundamento da UE em direção à governança supranacional, ainda que, como parece ser inevitável, alguns países periféricos venham a ter que abandonar o euro, pelo menos transitoriamente.
Que países periféricos e por quanto tempo?
ANDRÉ LARA: O candidato hoje é a Grécia, mas, se a saída for bem-sucedida, outros países com problemas poderão seguir seus passos.
Muito se criticou as agências de rating em 2008. Previa-se que elas perderiam credibilidade e peso. Mas isso não parece estar acontecendo. Por quê?
ANDRÉ LARA: Considero as agências de rating algo completamente irrelevante.

Fonte: O GLOBO via DefesaNet

Comentário Gelio Fregapani - Grécia; Impunidade; no Mundo e no Brasil


Assunto: Grécia; Impunidade; no Mundo e no Brasil
 
A Grécia acabou

O berço de nossa civilização se encontrsa em um plano inclinado que a conduzirá a um abismo. Creio que nada poderá salvá-la.

Não me refiro aos problemas econômicos. Estes são parte da desgraça, mas não seu âmago. Seu problema básico é a taxa de natalidade, de 1,3 filhos por mulher, o que lhe reduz a população de quase um terço por geração.

É isto mesmo. A Grécia se despovoará, e será ocupada pelos muçulmanos turcos, bem mais prolificos. Cada vez existirão menos jovens trabalhando e cada vez mais velhos recebendo benefícios que nenhum tesouro nacional poderá sustentar sem uma riqueza extra como o petróleo. Em consequencia a Grecia terá que adotar severas medidas de austeridade o que aumentará o desemprego. Com isto os casais evitarão ter mais filhos, agravando ainda mais a situação.

Há solução para eles? Claro que há, mas não as descreverei. É problema deles. Este assunto é só para alertar o que pode acontecer conosco se trilharmos esse caminho suicida

A Impunidade e o Perdão
    
Não dá para condenar totalmente o Lula. Pode ser despreparado, mas é um homem de sorte. Sua popularesca e inconsequente política de distribuição de bolsas foi o que o Brasil precisava durante a crise financeira mundial; manteve funcionando a nossa indústria, a agricultura e o comércio enquanto definhavam nos países que adotaram as “corretas” medidas de austeridade, Claro que “frentes de trabalho” teriam sido mais produtivas e mais dignas, mas o assistencialismo do Lula funcionou bem, ainda que seja  impossível de mantê-lo a longo prazo. Lula merece crédito também por ter interrompido as desnacionalizações em curso provocadas pelas ações entreguistas do FHC.
       
Entretanto a herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes. Por todo o País ouve-se um clamor exigindo punições. Afirma-se, com razão, que a impunidade é a mãe de todas as corrupções e que a corrupção é o problema do Brasil. Entretanto também se ouve um murmúrio da razão, que diz: olhem as consequencias. Punições podem até serem necessárias, mas o importante é fazer as coisas entrarem em ordem. Punições criam antagonismos e o perdão, concertados os erros e os malfeitos, ajudam a união. Vejam os exemplos de Caxias.
     
A tempestade se aproxima e quando a tempestade chega, uma casa dividida não para em pé.

No Mundo
    
Os EUA querem controlar o Irã não somente para proteger Israel, mas principalmente para satisfazer as suas próprias necessidades de energia. E querem ainda poder controlar a forma de pagamento das exportações do petróleo do país. Querem que o pagamento das exportações de petróleo do Irã seja feito em dólares.
     
A esperança americana é que a imposição de sanções possa substituir a guerra, mas é claro que alguma ação armada ocorrerá. É uma esperança sem fundamento: se a ação for circunscrita às instalações nucleares terá como consequência uma aceleração do programa, transformando-o em militar. Se mais generalizada, uma ação armada pode virar tragédia de dimensões épicas. Resta aguardar
     
Cartaz na Bolsa de N York – “O Lítio vale ouro”.   - E nós brasileiros, por mera coincidência, estamos deixando pra trás nossas reservas de lítio em Terras Indígenas
    
A recente onda de frio polar que atinge a Europa provocou mais de uma centena de mortes, confirmando que, em vez de aquecimento global, haverão muitas nevascas no hemisfério Norte, causadas pela fusão do gelo do Pólo e a consequente evaporação, que cairá sob a forma de nevascas     

 No Brasil  
     
O Banco Central (BC) tem deixado transparecer disposição em reduzir a taxa da Selic para 9.5% ao ano. Supondo que trabalha com uma expectativa de inflação (IPCA) de 5,5% estaria balizando o juro real em 4% ao ano. O que não é fora de uma realidade brasileira. Ainda uma das mais altas do mundo, mas um bom caminho.
    
O Presidente do STF nega que haja crise no Judiciário, e que falte a ele a confiança da população. Isto é o sinal claro que houve crise sim e as pesquisas de opinião indicam que a população não confia na justiça formal. Entretanto a última decisão do STF reconhecendo a autoridade dos STJ em investigar juizes suspeitos de corrupção trouxe nova esperança. Muita coisa vai melhorar. Viva Eliana Calmon!
 
Estão chegando haitianos aos magotes. Agravam-se as perseguições aos brasileiros no Paraguai e na Bolívia, que certamente trão de voltar, e estes são nossos patrícios. Temos que os acolher ainda melhor do que aos imigrantes. A crise econômica mundial e as oportunidades de nosso desenvolvimento já está trazendo técnicos em busca de trabalho, e se a crise mundial se agravar, virão hordas famintas. Preparemo-nos.
     
A greve da PM na Bahia propiciou o caos e a desordem, causadores de saques com dezenas de mortes. O governo estadual se apóia no sindicalismo, o que o inibe em matéria de repressão a greves. Foram ameaças desse naipe que provocaram o movimento de 1964.  É claro que nenhuma sociedade tolerará por muito tempo o caos estabelecido na Bahia. Situações assim só demonstram que o cidadão comum não pode delegar integralmente sua segurança pessoal ao Estado. É interessante que os apoiadores da greve são os mesmos que defendem o desarmamento civil. E não sabemos se movimentos assim chegarão ou não a outros Estados.
  
Estamos mal. Há relatos que a única empresa que fabrica munição de armas portáteis vende para o Exército por preço cinco vezes maior do que vende para o exterior. E há quem afirme que a tal empresa nem pertence a brasileiros, apesar do nome.

Ao que parece o SIVAM não assinalou a aeronave dos EUA marcando linhas na Amazônia. Claro, as imagens chegam primeiro em Porto Rico

Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani


Fonte: DefesaNet

sábado, 4 de fevereiro de 2012

FAB ajuda na manutenção da ordem e segurança na Bahia


   Aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) estão engajadas no transporte de 1400 homens e mulheres da Força Nacional e do Exército Brasileiro para Salvador. É a chamada Operação Bahia. Os policiais e militares irão apoiar o governo da Bahia em razão da greve de policiais no Estado.
   O primeiro voo partiu de Brasília, por volta das 22h desta quinta-feira (2/2), levando a bordo do KC-137 (Boeing 707) da FAB 150 policiais da Força Nacional. Um segundo avião decolou na manhã desta sexta-feira (3/2), da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, transportando 150 militares da Brigada Paraquedista do Exército. Ao longo do dia, dois aviões farão o transporte de mais 600 militares do Exército, de Recife para Salvador.
   No final da tarde de hoje, decolou de Campo Grande (MS), uma aeronave C-105 Amazonas, do Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1º/15ºGAV), levando 50 policiais da Força Nacional, com previsão de chegada às 23h em Salvador. Amanhã a aeronave deve transportar mais 35 policiais da Força Nacional de Altamira para Salvador. Também para este sábado (4/2), está prevista a partida de Natal (RN) de mais um voo do KC-137 com 150 militares do Exército, chegando às 13h na capital baiana. Outros voos transportando militares devem ser programados. Além disso, a FAB designou 400 militares para cuidar do funcionamento regular dos aeroportos públicos em todo Estado da Bahia.

   Até a noite deste sábado, 1170 militares e policiais serão transportados pela FAB para auxiliar o policiamento na Bahia.

   Demonstrando a sua mobilidade e flexibilidade, a FAB transporta, em menos de 48 horas, uma grande quantidade de militares provenientes das cinco regiões do país: Foz do Iguaçu (Sul), Rio de Janeiro (Sudeste), Campo Grande (Centro Oeste), Altamira (Norte), Recife e Natal (Nordeste).

Fonte: DefesaNet

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


   Vídeo de uma reportagem que saiu originalmente na Band. 

   Um exemplo a ser seguido esse da Suécia, político é funcionário público, deve servir ao povo e portanto ser ainda mais responsável. Também deve ser punido com mais dureza pois está no governo e deve ser exemplo de conduta!

O Traidor Da Pátria: William Waack

"CAVALO DE TRÓIA QUER DIZER: ALGUÉM PLANTADO EM LOCAL ESTRATÉGICO, PARA SIMPLESMENTE AJUDAR O LADO CONTRÁRIO" Wikileaks: William Waack, da Globo, é citado três vezes como informante dos EUA Jornal do Brasil-Jorge Lourenço O jornalista William Waack, da Rede Globo, se tornou um dos assuntos mais discutidos no Twitter nesta quinta-feira graças a documentos da Wikileaks que o apontaram como informante do governo americano. As informações são verdadeiras. O Informe JB entrou em contato com a jornalista Natalia Viana, responsável pela Wikileaks no Brasil, que confirmou a história. Waack é citado não apenas uma, mas três vezes em reuniões com funcionários da Embaixada Americana. Dois dos documentos que o citam são considerados "confidenciais". CONSULTA SOBRE AS ELEIÇÕES Um dos arquivos é sobre a visita de um porta-aviões dos Estados Unidos em maio de 2008. Na ocasião, a Embaixada Americana classificou como positiva a repercussão na mídia do evento, citando William Waack diretamente por ter ajudado a mostrar o lado positivo das relações do Brasil com os Estados Unidos em reportagens para o jornal "O Globo". Os outros dois documentos são sobre informações repassadas por Waack a representantes americanos sobre as eleições presidenciais do ano passado. Documento relata reunião na qual Waack dá detalhes sobre os presidenciáveis em fevereiro. Dilma INCOERENTE O jornalista da Rede Globo reportou aos americanos em fevereiro de 2010 que um fórum econômico em São Paulo deixou as seguintes impressões sobre os possíveis candidatos à presidência: Ciro Gomes era o mais preparado, Serra era "claramente competente" e Dilma era... incoerente. William Waack errou previsão sobre união de Aécio Neves com José Serra. Bola fora. Em agosto de 2009, novamente Waack manteve contatos com funcionários americanos, mas passou uma informação errada. Ele apontou que Serra e Aécio Neves já haviam selado a paz para uma candidatura a presidente e vice, respectivamente, no ano seguinte. A profecia, como todos sabem, não se confirmou. Aécio tentou encabeçar a candidatura tucana à presidência, mas acabou tentando o Senado por Minas Gerais. O artigo saiu no wikileaks e foi publicado no blog http://voltaire77.blogspot.com/ O engraçado é que passar informações internas para estrangeiros é traição e ato de lesa pátria e este dito jornalista não foi preso. Por que será?

Brasil: Colônia Do Mundo Em Pleno Século XXI


   Somos uma nação de proporções continentais e as riquezas naturais que possuímos não são de menor tamanho. O Brasil é um dos poucos países que não precisaria entrar em conflito com outros para obter a matéria prima que necessita para manter seu desenvolvimento e, o melhor, poderíamos estar fazendo isso agora. Para os entusiastas ambientalistas, também somos um país com uma capacidade quase única de aproveitar nossos recursos para um desenvolvimento sustentável.

Nióbio
   No exterior, nas conversas dos grandes corporativistas, governantes internacionais, líderes de indústria, sempre despontamos com uma certa característica particular: O Brasil é um grande exportador de commodities.

   O que significa sermos um grande exportador de commodities? Bem, a princípio indica que temos uma produção e beneficiamento de matéria prima em larga escala e temos a capacidade de a enviarmos para fora do país. Mas, o mais importante não é o fato de sermos grandes exportadores dessa matéria prima, mas o fato de que somos detentores de algumas das maiores reservas minerais e biológicas do mundo e não tiramos vantagem disso. Bem pelo menos não o povo.

   Somos a quinta maior reserva de jazidas de minério de ferro, a maior reserva de nióbio do planeta (inclusive quase vizinha de nossa amada Capital Federal), detemos a maior bacia hidrográfica de todas, recentemente descobrimos que somos donos também de uma das maiores reservas de petróleo. Todos esses méritos sem sequer mencionar nossas riquezas em termos biológicos. Um livro, creio eu bem extenso, seria suficiente para listar e detalhar as riquezas do Brasil, e mesmo assim sem total compreensão de seu real valor nacional.
Mina de nióbio em Araxá, Minas Gerais

   Em um mundo onde os recursos se tornam escasso para alimentar o crescimento e desenvolvimento desenfreado, fomos privilegiados. Não carecemos de roubar recursos de nações mais fracas, nós os temos, mas isso já foi dito. O que fazemos com esses recursos e nossa capacidade de extraí-los? Mandamos a maior parte para fora, muitas vezes sem agregar valor, com um maior beneficiamento, e com certeza negligenciando essa riqueza, permitindo que não chegue ao povo.

   Assim como na época da colônia, nossas riquezas são levadas para fora do país para que possamos comprar os produtos em que são usadas. Ao invés de exportamos os produtos, beneficiarmos a matéria prima, desenvolvermos a indústria nacional, criando empregos e desenvolvendo regiões do país que são pobre, não, nós enviamos tudo para fora.

Operação em uma mina de ferro
   Ao invés de produzirmos e exportarmos aço, vendemos o minério de ferro, ao invés de usarmos a carta do nióbio para desenvolver a indústria nacional, não, nós mandamos o minério para o exterior.

   Esses são exemplos poucos do que fazemos, algo superficial. 


   O que o governo tem feito com gerações de brasileiros é castrar a Nação, impondo ao povo uma atitude de serventia, colocando na cabeça do brasileiros que não somos ricos, que os, agora falidos, europeus e americanos é que mandam no mundo.

   Acorda Brasil, esses governos estão te molestando e agredindo de forma covarde, matando suas crianças e ensinado que o circo é melhor que a escola, e que ganhar o peixe é melhor do que saber pescar. Enquanto não tirarmos os corruptos do poder nós iremos perecer como servos dos europeus, americanos, agora também dos asiáticos. Morreremos lentamente sob os pés da corrupção, antes velada agora descarada.

   Levanta e luta Brasil, derruba aqueles te machucam e toma seu lugar de destaque no mundo.

Abaixo links com algumas das fontes:

http://www.cprm.gov.br/imprensa/Site/pdf/Clipping/Clipping081-2010.pdf - China detém 1,5% das reservas de minério de ferro do Brasil

http://www.dnpm-pe.gov.br/Detalhes/Ferro.htm - Site do Ministério de Minas e Energia, página falando sobre o ferro no Brasil

http://revistadeciframe.com/2010/03/01/niobio-a-riqueza-que-o-brasil-despreza/ - Site de onde tirei as informações sobre o nióbio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ni%C3%B3bio - Página da Wikipedia sobre o nióbio

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Links de bons sites a se acompanhar

Aqui estão alguns links de sites e blogs interessantes que acompanho:

http://www.defesanet.com.br/ - DefesaNet

http://www.naval.com.br/blog/#axzz1kLmdVrZc - Poder Naval

http://www.aereo.jor.br/ - Poder Aéreo

http://www.forte.jor.br/ - Forças Terrestres

http://planobrasil.com/ - Plano Brasil

Em breve posto mais alguns outros.


Uma Visão Pessoal Pretendendo Ser Nacional

      Um triste retrato da governança de nossos não governantes. Infelizmente nosso país é regido por leis que dependem de ”pegar” ou não, por políticos e lobistas. É um país fundamentado na dependência da ignorância e na alastrada voz silenciosa do conformismo generalizado e pelo populismo de larga escala, esse que possui incontáveis e crescentes cabeças de gado, desculpem-me eleitores cegos a realidade de seu voto.

Governantes existem, mas sua voz não se faz ouvir, pois justamente pelo fato de serem honestos não conseguem os recursos necessários para fazerem as milionárias campanhas e nem para criarem currais eleitorais constituídos por infelizes ignorantes que são guiados pelas esmolas governamentais e mantidos no lugar por cercas de desinformação e falta de educação.

A situação de nosso governo, muitos diriam, é digna de dó, mas não, os dignos de dó somos nós, que, ignorante e alegremente, consentimos com essa pouca vergonha, se é que existe qualquer vergonha nisso. A nossa voz, a voz do povo, a voz daqueles que um dia irão pagar e sentir na pele o resultado do silêncio de gerações que cresceram com a liberdade que foi confundida com libertinagem, deve lutar para ser ouvida, e nossos braços, ditos como fortes em nosso hino, devem fazer valer o título que lhes foi dado e ir à luta pela real liberdade.

Liberdade? O Brasil gaba-se de ser um país livre, os brasileiros gabam-se de serem felizes, de serem batalhadores. Triste retrato da ignorância em sua máxima. Somos um povo mantido encurralado por homens e mulheres da política que alcançam poderes desproporcionais e luxos que lhes são garantidos por pessoas que chegam em casa e tem pão com ovo para o jantar ou que precisa contar o dinheiro ao fim do mês para poder pagar a passagem daquele ônibus em péssimas condições que vai percorrer vias em condições igualmente péssimas ou piores e a culpa vai ser da demora da Operação Tapa-Buraco.

Aliás, Operação Tapa-Buraco deveria ser o nome de nossas respeitáveis, honradas, exaltadas e tão queridas eleições governamentais. A cada quatro, longos e extremamente benéficos a certo grupo de bolsos, anos temos as eleições. Mas isso todos sabemos. O que, infelizmente para o povo brasileiro, a maioria do eleitores, orgulhosos de serem chamados por tão honroso título, não sabe. Calma, todos sabemos, uns mais que outros. Cada eleição apenas troca o nosso grupo de, na falta de palavra melhor para descrever essa corja, governantes, a principal mudança percebida é aquela que passa nas redes de televisão aberta, as propagandas falando dos enormes feitos dos governos, cada governo com símbolos mais criativos e mais pessoas sorridentes aparecendo.

Cada vez que vamos às urnas apertar botões e rezar um pouco na cabine de votação para que a escolha não seja a pior possível, mas a menos pior, claro, estamos decidindo quem achamos que será menos corrupto. Estamos presos a um sistema que mantém a corrupção impune e, em casos como as licitações de obras públicas, sancionadas pelo próprio, e extremamente digno, Governo Federal. Somos amarrados por aqueles que fazem as leis em benefícios próprios e que somente estão onde estão (enchendo os bolsos se alguém estiver em dúvida), por causa de nossos dedos que estavam ávidos para apertar o botão verde e correr para casa.

Doce ilusão de liberdade que nos aflige. Triste realidade que nos cerca.

Infelizmente os mais afetados são os que menos sabem do enorme esquema que se encontram. Um círculo vicioso que se mantém a longas décadas e que sobrevive cada vez mais faminto e descarado. Os corruptos prometem melhorias, dão esmola e incentivam a ignorância, e graças à ignorância se mantém no poder. Estamos em uma plena e fervilhante política do pão e circo. A televisão, que é mais importante que a geladeira em muitas casas, diga-se de passagem, transmite aquilo que o povo quer ver. O carnaval marca o real início do ano e a Copa Do Mundo é o momento que o país escolhe para dizer que é unido e para mostrar o orgulho do povo. Enquanto isso as políticas populistas e assistencialistas ditam o tom da fala dos governantes e garantem os votos.

Sendo assim, deveriam haver leis para punição, não? Ria muito quem já disse essa frase, mas ria com vontade. Ladrões não vão para dentro das celas, ainda mais com as superlotadas e depreciadas prisões do país, de forma voluntaria, ou vocês conhecem algum que vai? Enquanto for o governo ditando quem é ou não punido, o único que vai perder a liberdade e os direitos é o povo.
Mas e os governantes justos? Sim, existem, mas não são ouvidos nem ganham muito destaque, não conseguem da máquina pública o dinheiro para as espalhafatosas campanhas eleitorais. Seus feitos e nomes são abafados pelos escândalos dos corruptos.

O governo deveria lembrar-se de algo muito básico e que deveria ser a máxima de qualquer pretenso a ocupar cargos de tal importância: o Governo existe simples e puramente para servir o povo com a maior transparência e justiça possível, não o contrario.

Lutemos povo brasileiro, lutemos pelos nossos direitos, pela nossa voz, pelos nossos filhos, pela nossa honra, lutemos pelo futuro de nossa gloriosa nação, este tão maravilhoso e incrivelmente grande país, esta nossa casa, a qual chamamos de Brasil.

Agradeço àqueles que tiveram a paciência de ler este texto em sua íntegra e peço perdão pelos erros. Agradeço mais ainda aos políticos que são governantes realmente, aos servidores públicos que recusam se corromper. Ao povo peço que se levante e faça a voz da nação, cansada de ser manchada pela corrupção, ser ouvida com um brado retumbante. Que o braço dos brasileiros realmente se prove forte na luta pela liberdade e justiça, rumo a tão aclamada ordem ao cobiçado e merecido progresso.

Aqui lhes falou um jovem que não viveu a ditadura, não possui idade para lembrar da inflação galopante, não sofre com muitos dos descasos do governo, mas que tem o orgulho de dizer que nasceu no Brasil e que deseja ver esta nação realmente sendo o gigante que a natureza fez.