Um triste retrato da governança
de nossos não governantes. Infelizmente nosso país é regido por leis que
dependem de ”pegar” ou não, por políticos e lobistas. É um país fundamentado na
dependência da ignorância e na alastrada voz silenciosa do conformismo
generalizado e pelo populismo de larga escala, esse que possui incontáveis e
crescentes cabeças de gado, desculpem-me eleitores cegos a realidade de seu
voto.
Governantes existem, mas sua voz
não se faz ouvir, pois justamente pelo fato de serem honestos não conseguem os
recursos necessários para fazerem as milionárias campanhas e nem para criarem
currais eleitorais constituídos por infelizes ignorantes que são guiados pelas
esmolas governamentais e mantidos no lugar por cercas de desinformação e falta
de educação.
A situação de nosso governo,
muitos diriam, é digna de dó, mas não, os dignos de dó somos nós, que,
ignorante e alegremente, consentimos com essa pouca vergonha, se é que existe
qualquer vergonha nisso. A nossa voz, a voz do povo, a voz daqueles que um dia
irão pagar e sentir na pele o resultado do silêncio de gerações que cresceram
com a liberdade que foi confundida com libertinagem, deve lutar para ser
ouvida, e nossos braços, ditos como fortes em nosso hino, devem fazer valer o
título que lhes foi dado e ir à luta pela real liberdade.
Liberdade? O Brasil gaba-se de
ser um país livre, os brasileiros gabam-se de serem felizes, de serem
batalhadores. Triste retrato da ignorância em sua máxima. Somos um povo mantido
encurralado por homens e mulheres da política que alcançam poderes desproporcionais
e luxos que lhes são garantidos por pessoas que chegam em casa e tem pão com
ovo para o jantar ou que precisa contar o dinheiro ao fim do mês para poder
pagar a passagem daquele ônibus em péssimas condições que vai percorrer vias em
condições igualmente péssimas ou piores e a culpa vai ser da demora da Operação
Tapa-Buraco.
Aliás, Operação Tapa-Buraco
deveria ser o nome de nossas respeitáveis, honradas, exaltadas e tão queridas
eleições governamentais. A cada quatro, longos e extremamente benéficos a certo
grupo de bolsos, anos temos as eleições. Mas isso todos sabemos. O que,
infelizmente para o povo brasileiro, a maioria do eleitores, orgulhosos de
serem chamados por tão honroso título, não sabe. Calma, todos sabemos, uns mais
que outros. Cada eleição apenas troca o nosso grupo de, na falta de palavra
melhor para descrever essa corja, governantes, a principal mudança percebida é
aquela que passa nas redes de televisão aberta, as propagandas falando dos
enormes feitos dos governos, cada governo com símbolos mais criativos e mais
pessoas sorridentes aparecendo.
Cada vez que vamos às urnas
apertar botões e rezar um pouco na cabine de votação para que a escolha não
seja a pior possível, mas a menos pior, claro, estamos decidindo quem achamos
que será menos corrupto. Estamos presos a um sistema que mantém a corrupção
impune e, em casos como as licitações de obras públicas, sancionadas pelo
próprio, e extremamente digno, Governo Federal. Somos amarrados por aqueles que
fazem as leis em benefícios próprios e que somente estão onde estão (enchendo
os bolsos se alguém estiver em dúvida), por causa de nossos dedos que estavam
ávidos para apertar o botão verde e correr para casa.
Doce ilusão de liberdade que nos
aflige. Triste realidade que nos cerca.
Infelizmente os mais afetados são
os que menos sabem do enorme esquema que se encontram. Um círculo vicioso que
se mantém a longas décadas e que sobrevive cada vez mais faminto e descarado.
Os corruptos prometem melhorias, dão esmola e incentivam a ignorância, e graças
à ignorância se mantém no poder. Estamos em uma plena e fervilhante política do
pão e circo. A televisão, que é mais importante que a geladeira em muitas
casas, diga-se de passagem, transmite aquilo que o povo quer ver. O carnaval
marca o real início do ano e a Copa Do Mundo é o momento que o país escolhe
para dizer que é unido e para mostrar o orgulho do povo. Enquanto isso as
políticas populistas e assistencialistas ditam o tom da fala dos governantes e
garantem os votos.
Sendo assim, deveriam haver leis
para punição, não? Ria muito quem já disse essa frase, mas ria com vontade.
Ladrões não vão para dentro das celas, ainda mais com as superlotadas e
depreciadas prisões do país, de forma voluntaria, ou vocês conhecem algum que
vai? Enquanto for o governo ditando quem é ou não punido, o único que vai
perder a liberdade e os direitos é o povo.
Mas e os governantes justos? Sim,
existem, mas não são ouvidos nem ganham muito destaque, não conseguem da
máquina pública o dinheiro para as espalhafatosas campanhas eleitorais. Seus
feitos e nomes são abafados pelos escândalos dos corruptos.
O governo deveria lembrar-se de
algo muito básico e que deveria ser a máxima de qualquer pretenso a ocupar
cargos de tal importância: o Governo existe simples e puramente para servir o
povo com a maior transparência e justiça possível, não o contrario.
Lutemos povo brasileiro, lutemos
pelos nossos direitos, pela nossa voz, pelos nossos filhos, pela nossa honra,
lutemos pelo futuro de nossa gloriosa nação, este tão maravilhoso e incrivelmente
grande país, esta nossa casa, a qual chamamos de Brasil.
Agradeço àqueles que tiveram a
paciência de ler este texto em sua íntegra e peço perdão pelos erros. Agradeço
mais ainda aos políticos que são governantes realmente, aos servidores públicos
que recusam se corromper. Ao povo peço que se levante e faça a voz da nação,
cansada de ser manchada pela corrupção, ser ouvida com um brado retumbante. Que
o braço dos brasileiros realmente se prove forte na luta pela liberdade e
justiça, rumo a tão aclamada ordem ao cobiçado e merecido progresso.
Aqui lhes falou um jovem que não
viveu a ditadura, não possui idade para lembrar da inflação galopante, não
sofre com muitos dos descasos do governo, mas que tem o orgulho de dizer que
nasceu no Brasil e que deseja ver esta nação realmente sendo o gigante que a
natureza fez.
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